A decisão que mais pesa no projeto
O framework controla personagem, inventário, dinheiro, empregos e permissões. Todo script que você instalar depois precisa ser compatível com ele.
Por isso a escolha importa tanto: trocar com a cidade rodando significa perder progresso dos jogadores ou investir pesado em migração de banco.
A boa notícia é que não existe escolha errada — existe escolha adequada ao seu nível e ao seu objetivo.
Comparativo direto
| ESX | QBCore | vRP | |
|---|---|---|---|
| Idade | o mais antigo | moderno | antigo |
| Scripts disponíveis | o maior volume | crescendo rápido | menor |
| Material em português | muito | bastante | pouco e antigo |
| Qualidade média do código | varia muito | mais consistente | enxuto |
| Consumo de recursos | médio | médio | o mais leve |
| Melhor para | quem quer material pronto | projeto novo de RP | hardware limitado |
ESX: o mais difundido
Por ser o mais antigo em uso amplo, existe script de ESX para absolutamente tudo. Se você precisa de um sistema específico, provavelmente já existe pronto, testado e com tutorial em português.
O ponto fraco é a bagagem: muito código de ESX que circula por aí é ineficiente, e cidades grandes com muitos scripts ESX mal otimizados sofrem com consumo de CPU.
Indicado para quem quer o caminho com mais material disponível e não pretende programar muito.
QBCore: o mais moderno
Nasceu depois, aprendendo com os problemas do ESX. Código mais organizado, estrutura mais limpa e pensado desde o início para roleplay sério.
O inventário nativo é melhor, o sistema de metadados de itens é mais flexível e a integração com ferramentas modernas costuma ser mais direta.
A desvantagem é a quantidade de material em português — existe bastante, mas ainda menos que ESX — e menos scripts gratuitos.
Indicado para quem está começando agora um projeto de RP e quer uma fundação que não vire dívida técnica.
vRP: o mais leve
O mais enxuto dos três. Consome menos e roda bem em máquina modesta. Foi muito popular no Brasil e ainda sustenta várias cidades antigas.
O problema é o ritmo de lançamento de scripts novos, bem menor que o dos concorrentes. Você acaba adaptando mais coisa na mão.
Indicado para quem tem limitação de hardware ou já domina vRP de projetos anteriores.
A verdade sobre consumo
Muita gente escolhe framework pensando em performance, e essa quase nunca é a variável que decide.
Uma cidade ESX bem otimizada roda melhor que uma cidade QBCore cheia de script mal feito. O inverso também é verdade.
resmon 1 no F8 — qualquer recurso acima de 1 ms com pouca gente é problema em potencial.
Se você está em dúvida
Para um projeto novo, o QBCore costuma ser a escolha mais segura: código moderno, comunidade ativa e menos dívida técnica no futuro.
Se o objetivo é ter a cidade no ar rapidamente com o mínimo de adaptação, o ESX ainda é o caminho com menos atrito.
Em qualquer caso: escolha um, aprenda bem e resista à tentação de migrar. Consistência vale mais que o framework perfeito. O próximo passo é escolher a base que roda sobre ele.